Ariana com ascendente em virgem e lua em sagitário. Metade dos elementos em fogo. No candomblé, um misto de exu e iansã. Trinta e três anos de idade dedicados a ler, escrever, revisar. Parece que mexo com texto desde que existo – e sim, faz muito tempo.
Dizem que sou um tanto quanto difícil de lidar, mas contesto, contesto e contesto. Basta notar todos os meus hiatos para que tudo fique muito claro.
Quando criança, queria ser um collant de onça. Caso não fosse possível, até me contentaria com um de saia. Mas como nenhuma das opções foi posta em prática, procurei viver à minha maneira.
No mais, sou a caçula das famílias – tanto da materna quanto da paterna – e isso faz que “mimada” deixe de ser mera acusação. Sim, sou mimada. Pra caralho. Gosto de tudo do jeitinho que considero certo, mesmo que este que seja torto, estúpido, inviável. Talvez um dia eu aprenda, talvez um dia eu apanhe mais. Talvez simplesmente necessite de pessoas mui pacientes e equilibadas. Mas a verdade única e inquestionável é o fato de ”talvez” ser uma das piores palavras do nosso vocabulário.