Tempo, tempo, tempo. Parei para pensar que estou morando sozinha há quase sete meses e sem meus pais há quase um ano e meio.
Um amigo disse, assim que saí do bem-bom dos papais, que eu não duraria nem duas semanas sozinha. Mas – opa! – durei e pretendo durar muitas e muitas outras.
Gosto de mim, da minha solidão procurada, de dar satisfação à Cabíria e a mais ninguém.
Saí de casa sem saber fritar um ovo e hoje consigo fazer muito mais que isso. Tudo na marra, sim, mas divertido e necessário.
Joguei fora tudo que não ornava mais, limpei gaveta por gaveta, mantive minha essência quase intacta mesmo depois de tantos acontecimentos tristes e desnecessários.
Hoje, o que quero é voltar a ter um trabalho fixo e nunca mais deixar de florir e de acreditar em mim.
Quanto ao resto, como diria minha avó, “vai-se indo”.
Poucas e bobas:
* Notei que, infelizmente, a cachaça deverá ser bebida pelos outros, pois já não me cai tão bem.
* Vi o final da quinta temporada de Grey’s Anatomy e não poderei chorar nos próximos anos, porque as lágrimas se foram. Todas.
* Aproveitei e revi a quinta temporada de Lost. E não chorei, mas vai ser difícil esperar até a próxima.
* Voltei a seguir Caminho das Índias re-li-gi-o-sa-men-te.
*Continuo firme e forte com os meus feltrinhos e pretendo participar de um bazar da minha irmã ainda neste mês.
* Revi meus conceitos de fé e tenho trabalhado muito nisso.
* Estou cada vez mais apaixonada pela minha família, pela Cabíria e pelos amigos.
* Nunca fui tão pobre e, paradoxalmente, tão plena.






Ai, Jú! EU TE AMO!